Contabilidade para Lucro Presumido em São Paulo: apuração em dia e lucro distribuído com base em balanço
Para empresas que faturam acima do teto do Simples ou escolheram o Presumido por conta feita, com equipe e mais de um sócio. A GSL confere se o regime ainda é o melhor antes de propor qualquer coisa.
Em resumo
Como funciona a contabilidade no Lucro Presumido?
- Para quem é — empresas com receita de até R$ 78 milhões por ano, margem acima da presumida em lei, equipe registrada e dois ou mais sócios.
- Como funciona — IRPJ e CSLL trimestrais sobre margem presumida; PIS e Cofins cumulativos, de 0,65% e 3%.
- Quando compensa — quando a margem efetiva supera a presumida e a carga fica abaixo da do Simples; só a simulação responde.
- O que controlar — classificação das receitas, adicional de IRPJ, escriturações do SPED e folha no eSocial.
- Distribuição de lucros — com escrituração contábil regular, a empresa distribui o lucro apurado no balanço, e não só o presumido.
Como funciona o Lucro Presumido e para quem ele serve?
No Lucro Presumido, o IRPJ e a CSLL são calculados sobre uma margem de lucro fixada em lei, e não sobre o lucro efetivo da empresa. Pode optar quem tem receita bruta de até R$ 78 milhões por ano e não está obrigado ao Lucro Real; costuma servir a quem trabalha com margem alta.
A apuração é trimestral. Para o IRPJ, a lei presume lucro de 8% da receita no comércio e na indústria e de 32% nos serviços em geral.
Para a CSLL, 12% e 32%. Sobre essa base incidem 15% de IRPJ, mais adicional de 10% sobre a parcela que passa de R$ 20 mil por mês, e 9% de CSLL.
PIS e Cofins são cumulativos, de 0,65% e 3% sobre o faturamento, sem direito a crédito. Algumas atividades têm percentuais próprios, então cada caso exige análise.
O regime costuma atender a prestadora de serviço com poucos custos dedutíveis, o comércio com boa margem e a empresa que passou do limite do Simples. É o perfil de boa parte das empresas de médio porte: equipe registrada, dois ou mais sócios, faturamento na casa dos milhões.

Quando o Lucro Presumido compensa frente ao Simples e ao Lucro Real?
Compensa quando a margem efetiva da empresa é maior que a presumida em lei e quando a soma dos tributos fica abaixo da alíquota do Simples na faixa em que a empresa está. Só a simulação com os números da própria empresa responde, porque folha, compras e tipo de cliente mudam o resultado.
Frente ao Simples Nacional. Nas faixas mais altas de faturamento, a alíquota do Simples sobe e o Presumido pode sair mais barato, sobretudo para quem tem folha pequena em relação à receita. Fora do Simples, porém, a contribuição previdenciária patronal passa a incidir sobre a folha, e isso pesa para quem emprega muito.
A GSL conduz a migração do Simples para o Presumido com simulação antes da virada do ano.
Frente ao Lucro Real. Se a empresa lucra menos do que a lei presume, ou teve prejuízo, o Presumido cobra imposto sobre um lucro que não existiu. Quem compra muito também abre mão dos créditos de PIS e Cofins do regime não cumulativo.
Com a Reforma Tributária no Presumido e no Real, essa conta muda em 2027, quando a CBS substitui o PIS e a Cofins.

O que a empresa do Lucro Presumido precisa entregar e controlar?
Precisa apurar IRPJ e CSLL a cada trimestre, PIS e Cofins todo mês, entregar as escriturações do SPED e manter a folha em dia no eSocial. A lei admite o livro caixa em alguns casos, mas a empresa de médio porte precisa de escrituração contábil completa, como mostra o próximo bloco.
- Tributos federais — IRPJ e CSLL trimestrais; PIS e Cofins mensais, com a EFD-Contribuições.
- ICMS, IPI e ISS — apuração por estabelecimento, com escrituração fiscal quando há mercadoria e retenções conferidas quando há serviço.
- Obrigações anuais — ECF e, para quem mantém escrituração contábil, ECD, conforme o calendário do portal do SPED.
- Folha — eSocial, DCTFWeb, EFD-Reinf e FGTS Digital mensais, com a contribuição patronal sobre a remuneração.
O dono precisa acompanhar de perto três pontos. A classificação de cada receita, porque a empresa que tem comércio e serviço aplica dois percentuais de presunção.
O critério de reconhecimento da receita, caixa ou competência, definido no início do ano. E o adicional de IRPJ, que surpreende quem cresce rápido.
Receita financeira e ganho na venda de bens do ativo entram na base por inteiro, sem presunção.
Como distribuir lucros aos sócios no Lucro Presumido sem risco?
Com escrituração contábil regular, a empresa do Lucro Presumido pode distribuir aos sócios todo o lucro apurado no balanço. Sem ela, a distribuição fica limitada ao lucro presumido menos os tributos, e para quem tem margem acima da presunção a diferença entre os dois valores costuma ser grande.
Um exemplo: a prestadora de serviço com lucro efetivo de metade da receita. A lei presume 32%.
Sem contabilidade completa, os sócios só podem retirar como lucro o valor presumido, descontados os tributos. O que passar disso pode ser tratado pela Receita como remuneração, com imposto de renda e contribuição previdenciária.
Com balanço levantado e livros em ordem, o lucro contábil inteiro pode ser distribuído.
Desde 2026 há um ponto novo. A Lei 15.270/2025 criou retenção de 10% de imposto de renda sobre lucros e dividendos pagos a uma mesma pessoa física acima de R$ 50 mil por mês.
Isso mexe na programação das retiradas e na divisão entre pró-labore e lucros. Cada caso exige análise.
A GSL fecha o balancete mensal para que a distribuição saia de número apurado, e não de estimativa. Quando há mais de um sócio, isso também evita discussão sobre quanto cabe a cada um.
Como funciona o atendimento da GSL em Lucro Presumido?
Começa por um diagnóstico, antes de qualquer proposta: a GSL confere se o Lucro Presumido ainda é o melhor regime, como estão as apurações e as obrigações e se a escrituração sustenta a distribuição de lucros. Depois disso, o cliente fala direto com quem cuida da conta.
- 1. Diagnóstico da situação atual — revisão das apurações trimestrais, da classificação das receitas, das obrigações entregues e da escrituração contábil existente.
- 2. Proposta e plano — o que será corrigido, o que passa a ser entregue todo mês e a simulação de regime para o ano seguinte.
- 3. Implantação ou transição — a equipe solicita livros e arquivos ao contador anterior, confere saldos e assume a rotina na virada de um mês, sem interromper folha nem impostos.
- 4. Rotina com contato direto — balancete mensal, apuração trimestral explicada antes do vencimento e conversa sobre distribuição de lucros com o número na mão.
São 34 anos de escritório em São Paulo e Grande São Paulo, sem call center e com visita presencial quando o assunto pede.

Perguntas frequentes
A partir de que faturamento o Lucro Presumido faz sentido?
Não há valor fixo. O regime é permitido até R$ 78 milhões de receita bruta por ano e costuma entrar na conta quando a empresa chega às faixas altas do Simples Nacional ou passa do teto de R$ 4,8 milhões. O que decide é a margem de lucro e o peso da folha.
Empresa do Lucro Presumido é obrigada a ter contabilidade completa?
A legislação do imposto de renda admite o livro caixa em alguns casos. Na prática, a empresa de médio porte precisa de escrituração contábil regular para distribuir lucros acima do valor presumido, apresentar balanço a bancos e prestar contas entre os sócios. A GSL trabalha com contabilidade completa.
Posso mudar do Lucro Presumido para o Lucro Real no meio do ano?
Não. A opção é feita no início do ano e vale para todo o ano-calendário. A mudança só pode ocorrer no ano seguinte, por isso a GSL refaz a simulação no último trimestre, com os números reais da empresa, antes de definir o regime.
A distribuição de lucros no Lucro Presumido paga imposto de renda?
Desde 2026, a Lei 15.270/2025 prevê retenção de 10% de imposto de renda sobre lucros e dividendos pagos a uma mesma pessoa física acima de R$ 50 mil por mês. Cada caso exige análise antes de programar as retiradas. A escrituração contábil regular continua sendo a base para distribuir o lucro efetivo.
O que muda no Lucro Presumido com a Reforma Tributária?
Em 2026, a CBS e o IBS aparecem na nota em fase de teste. Em 2027 a CBS substitui o PIS e a Cofins, que hoje são cumulativos no Presumido, e passa a funcionar com crédito amplo. A comparação com os outros regimes precisa ser refeita, e cada caso exige análise.
Fale com um especialista
Quer saber se o Lucro Presumido ainda é o melhor regime para a sua empresa? Peça o diagnóstico da GSL antes da virada do ano. Falar com um especialista em Lucro Presumido no WhatsApp.